quarta-feira, 29 de julho de 2009

Clipping

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• O Tempo Contagem – Mostra que Mostra 2009


• Folha de Contagem – Mostra que Mostra 2009



• O Tempo Contagem – Mosaico junho 2009



O Tempo Contagem – Participação no Bangalô Cultural




terça-feira, 14 de julho de 2009

Manifesto do Mosaico - um Movimento em Prol da Cultura.


Por políticas públicas de cultura para Contagem Já!

Nós, do MOSAICO – Movimento de Organização da Sociedade e dos Artistas Independentes de Contagem – viemos tornar público este manifesto em prol de políticas públicas de cultura para a cidade de Contagem. Manifesto que contempla os anseios da grande massa de artistas, bem como de toda sociedade civil e organizações culturais da cidade de contagem, que se pronunciam sob uma única fala: POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA VERDADEIRAS JÁ! Tornar público essa discussão é uma decisão unânime desse movimento, que se organiza de forma horizontal e sem hierarquia, onde todos têm direito a voz e voto, em regime aberto a toda e qualquer pessoa, ou à quem interessar, como artistas e toda a sociedade em geral. O MOSAICO também NÃO tem nenhum vínculo com PARTIDOS POLÍTICOS, EMPRESAS, RELIGIÕES ou SOCIEDADES PARTICULARES, tornando-se, assim, totalmente livre e democrático em suas decisões e posicionamentos em relação à cultura popular.

Em todo Brasil, artistas vêm se organizando em vários movimentos em prol da luta por melhorias, tanto das condições do trabalho do artista, quanto para a situação da cultura em geral do país. Em janeiro desse ano (2009), na cidade de Contagem, aconteceu um seminário independente para se discutir políticas publicas de cultura. Tal seminário resultou na busca de uma mobilização dos artistas da cidade em torno discussão ampla sobre o tema das políticas públicas para cultura. Deste modo, foi elaborada uma carta aberta aos artistas de Contagem e a Sociedade em geral, fazendo um chamado para ampliar as discussões e seguir rumo à construção de um movimento unificado dos artistas. O chamado foi respondido por vários grupos e artistas não só de Contagem, mas também de todo pais, artistas e movimentos enviaram várias mensagens de apoio à carta. Aconteceram algumas reuniões, em que ficaram constados todos os pontos levantados na carta e sobre a necessidade de se criar um movimento unificado dos artistas de Contagem. As discussões ganharam mais força e novas reflexões, como a de que o movimento não deveria ser restrito só a artistas, que deveria ser aberto a toda sociedade em geral.

O MOSAICO compreende a cultura como um bem tão importante quanto à educação, a saúde, o transporte e etc. e por tanto deve ser vista como prioridade e como um direito de todos. Direito que deve privilegiar o acesso, a discussão sobre o fazer artístico, a opinião e posicionamento da sociedade sobre os rumos para esse bem comum: a Cultura popular. Compreendemos que o fazer artístico, assim como a cultura deve estar presente em cada comunidade da cidade, não só algumas vezes por ano, mas com uma continuidade de ações, pois o direito é um bem permanente e deve ser respeitado todos os dias. Compreende-se que Contagem não evoluiu em nada, relativo à cultura, nesses dois mandatos da gestão da Prefeita Marilia Campos – PT. Desde as primeiras conferências de cultura promovidas no âmbito municipal, estadual e federal, não se teve nenhuma discussão ampla e unificada sobre a questão cultural da cidade. Mesmo na conferência passada, o que ocorreu foi uma ilusão, alimentada pelas diversas demandas levantadas pelos que participaram das discussões. Depois disso, nada foi feito para se ampliar, difundir, democratizar os recursos destinados à cultura em Contagem, e muito menos para garantir às periferias e as comunidades de base os seus direitos. Recursos que não são apresentados abertamente para uma discussão entre os grupos/artistas e população da cidade.

Mesmo caminhando para seus cem anos e, sendo a terceira maior cidade do estado de Minas Gerais (IBGE, est. 2007) um importante pólo industrial do estado, Contagem ainda se encontra alijada culturalmente. Não há órgão gestor de Cultura, nem mecanismos de apoio ao artista e, consequentemente, não se pratica uma política pública de cultura consolidada. A cada gestão que passa na Coordenadoria de Cultura, órgão ainda ligado à secretaria de educação, o que limita ainda mais recursos, nada avança. Podemos dizer sem medo que as coisas só pioram! Os cursos artísticos que eram oferecidos no Centro Cultural foram interrompidos e com isso cada vez mais as pessoas interessadas na arte têm que migrar para Belo Horizonte. A casa azul está interditada por falta de reforma depois dos estragos causados pela chuva, e mesmo quando estava aberta, servia apenas para receber espetáculos do circuito empresarial e marketista da Arcellor Mittal. O Cine Teatro está com uma estrutura vergonhosa e indigna para seus quarenta anos história e para uma cidade de tamanha proporção como Contagem. Dos nove Pontos de Cultura aprovados na cidade, nenhum deles recebeu os recursos, recursos esses que já foram encaminhados para a prefeitura pelo Ministério da Cultura há pelo menos dois anos. Não existe circuito cultural na cidade e cada vez mais os espetáculos “comercias” começam a se apropriar dessa carência. Prova disso é o evento criado pela atual coordenadoria de cultura, o “Abobrinhas” – Festival de Comédia de Contagem. Nada temos contra a comedia e seus valores, e sim contra a forma de como se da à concepção de tal evento, o festival não contempla o artista local, não houve edital público para seleção de espetáculos, e todos os grupos que foram convidados são Belo Horizonte. Não há diversidade nem democracia na produção desse evento.

Na gestão anterior da coordenadoria de cultura, espetáculos e projetos de grandes festivais invadiram a cidade, principalmente no ano eleitoral. Postes de luz foram movidos de lugar para realização de mega-produções européias. Enquanto isso, festivais regionais de teatro, envolvendo grupos locais e do interior de Minas não tinham sequer um ponto de luz na praça cedido pela prefeitura. Na nova coordenação as coisas não são tão diferentes. Os mesmo entraves se repetem neste ano. Os festivais e mostras regionais continuam sem apoio da prefeitura, enquanto tais eventos voltam sua programação para as praças e ruas das periferias da cidade. A coordenadoria de cultura segue numa ação centralizada, antidemocrática e comercial como o “Abobrinha” Festival de Comédia.

O Mosaico se posiciona, entendendo que não há mais como aceitar essa situação vergonhosa. Entendendo que é uma obrigação do estado investir dignamente na cultura. E chega de artista trabalhar de graça e sem nenhum “apoio real” da prefeitura, pois uma vez que o artista realiza suas mostras, apresentações, shows, exposições e etc. ele está cada vez mais enriquecendo a cultura local. Chega de ter que mendigar apoio da prefeitura, e chega desse apoio “permissionista”. Permissão para o uso de espaço público, não é apoio! O próprio nome já fala “Espaço Público”, e não “Privado”. Usar o espaço público é um direito, e isso não deve ser visto como apoio, porém como obrigação do órgão público. Estamos fartos desse descaso, não só para com o artista, mas também para com a cultura e população, que cada vez mais é expropriada desse direito.

Não dá mais para nos sujeitar a essa política de favores. Não há nada a perder, uma vez que vivemos de migalhas das gestões culturais. Não aceitaremos mais as imposições e os absurdos por parte da prefeitura. Nossa luta é por verdadeiras políticas públicas de cultura para Contagem.

O MOSAICO SE POSICIONA:

• Contra a mercantilização da cultura.
• Contra o “Abobrinha” e todas as ações que não valorize a cultura e o artista local.
• Pelo fim do descaso com os pontos de cultura.
• Pela criação de um fundo municipal de cultura com representantes da classe artística na comissão de avaliação dos projetos culturais.
• Não à fundação de Cultura. Por uma secretaria de cultura, com um conselho gestor, com funcionários concursados e capacitados especificamente na área da cultura.
• Por fomento e manutenção dos grupos, artistas e entidades, que já são atuantes na cidade.
• Pela descentralização de todas as atividades culturais imediatamente para as periferias, promovendo a acessibilidade desses públicos às apresentações/ movimentos culturais.
• Pela democratização do acesso aos recursos destinados à cultura (editais).
• Pela desburocratização do uso do espaço publico, como: praças, parques e rua da cidade.
• Por editais que promovam a ocupação dos espaços públicos fechados.

Chega de descaso, de desrespeito, chega de tratar a cultura como mercadoria, um produto. Chega de tratar o artista local como menor, perante os que vêem da capital. Chega de coronelismo cultural; e chega do descomprometimento com o artista/cultura local por parte da coordenadoria de cultura e de seus gestores.

Políticas Públicas de cultura Já.

MOSAICO – Um Movimento em Prol da Cultura.

Contagem, julho de 2009.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Ensaio Sobre a Rua

Intervenções Urbanas



O ensaio sobre a Rua é um trabalho de intervenções teatrais da Cia. Crônica de Teatro, que busca um diálogo ostensivo com o cotidiano. Explorar a rua com todo seu potencial de diversidades e opiniões; com toda sua natureza de verdade e verossimilhança; com todo seu olhar de dentro de cada coração-transeunte, no próprio olho da rua. Refletir é a palavra! A intenção dessas intervenções é a de resgatar o ponto reflexivo dos passantes, transeuntes, cidadãos, flaneurs, populares, gerando assim o encontro entre eles, na busca de se construir um pensamento mais crítico de nossa realidade.

O Ensaio

O Ensaio Sobre a Rua é um trabalho em constante construção que busca uma forma prática que materialize esses dois universos em comum: o ensaio e a rua. O Gênero literário Ensaio é um texto breve, situado entre o poético e o didático, expondo idéias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. Tem um cunho informal e flexível e consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, literário, etc.), sem a necessidade de se fundamentar em formalidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico. Assim é a Rua, que como o ensaio assume a forma livre e assistemática sem um estilo definido. Todos os estilos são aceitos por ela. O filósofo espanhol José Ortega y Gasset definiu o ensaio como "a ciência sem prova explícita", devemos acrescentar uma humilde e inacabada tentativa de explicitar tal ciência do ensaio. Pois, a Rua detém um apagamento aos olhos de quem vê, mas não quer enxergar, porém é escancarada aos olhos de quem vive pela verdade. A verdade é sempre inacabada assim como também inacabados são a Rua, o ensaio, e nós, seres humanos.

Dessa forma a Cia. Crônica parte para uma ação de realizar intervenções teatrais no meio urbano, partindo do conceito e da necessidade de viabilizar o “encontro”, numa busca de dialogar artisticamente e diretamente com a população, interagindo e entendendo esse Interagir como uma forma de viabilizar o diálogo. Acreditando que é com as bases estabelecidas do diálogo com o povo que a “cultura popular” se faz presente, assim como a necessidade de realizar um fazer teatral cada vez mais popular.